Estás ali sem medo e por fim

Sabes que o mais dificil é outra coisa, é chegares ao fim ou perto disso e não teres feito nada de relevante. Nada mesmo. Não teres contribuido com nada. Não teres deixado nada. E não vais deixar nada nem uma pequena perspectiva de deixar nada. Ou alguma coisa, mas que nada vale. Ou seja, não seres aquilo que achas que poderias ser. Afinal não és. És outra coisa, mas não isso que querias, ou melhor que sonhas. E isso é duro, muito duro. Ser ou não ser passa a ser respondido com não és! Mesmo que sonhes e tenhas toda a vontade. Nem se diria que é o momento dificil, é desesperante ao ponto de quereres pôr um termo à vida. Para que serve andar aqui se nada se fez, nem sequer próximo do que se sonha, deseja, ou lá o que é. E depois é querer fazer muito e diverso pensando que é possível acertar em todas. Como? Os melhores focam e tu nem sequer és o melhor. Se deixares uma criança inteira e feliz, terás deixado muito. Melhor ser pai a sério do que um sonho, ou muitos sonhos, de realização impossível, só um, quanto mais muitos.

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Sobre Franz E.

Escritor de gaveta... por enquanto... é difícil nascer escritor... nem sei se o desejo... ou se o conseguirei! Ainda não lhe encontrei sentido nem coerência, muito menos utilidade para quem lêsse. Agora, a escrever para um dia ser livro, talvez... quem sabe.
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